"A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida." - Sêneca, filósofo grego

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.” – Paulo Freire, educador brasileiro

"[A educação] Não é a preparação para a vida, é a própria vida." – John Dewey, pedagogo estadunidense

 
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Alfabetização na idade certa

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Programa de alfabetização  já é realidade em Tatuí 

Professores do município já notam os resultados do programa lançado em 2013

CARLOS BORGES

A formação realizada com os professores é mensal.
Os professores da cidade de Tatuí já estão praticando, em sala de aula, os ensinamentos adquiridos através do PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa). O pacto é uma iniciativa do governo federal que visa à alfabetização completa de crianças até os oito anos de idade, através da capacitação dos professores, segundo informa Maria Lucia de Camargo, 61, coordenadora do programa no município.
Educadora há mais de 40 anos, ela ressalta que o pacto é um compromisso firmado entre o governo federal, estados e municípios e tem como principal objetivo alfabetizar alunos em língua portuguesa e matemática, nos três primeiros anos de ensino. “O PNAIC trouxe um espaço para pensar, dialogar, socializar, trocar ideias, mas principalmente refletir sobre a alfabetização e o letramento de nossas crianças”, afirma Maria Lucia. 
Ela destaca que o pacto, já esta rendendo os resultados esperados para a educação no município. Isso pode ser notado na melhoria das notas dos alunos, nas avaliações internas e externas. “A prática docente já sofreu mudanças no ano de 2013, demonstradas pelos bons resultados no Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e Provinha Brasil (avaliações aplicadas aos alunos do ensino fundamental), além, é claro, das provas bimestrais”, ressalta.

SAIBA MAIS: O que é o Pacto?

Os professores também destacam os resultados que o pacto tem produzido dentro e fora da classe. “O PNAIC é importante, pois nos leva a trabalhar de acordo com a realidade de cada aluno, com atividades diversificadas, buscando atingir a todos, de acordo com o nível de aprendizagem em que se encontram”, relata Rosangela Machado, 42, professora há aproximadamente 15 anos. Segundo ela, o que torna o ensino mais agradável é o fato do programa envolver assuntos do cotidiano do aluno.
Cristina em um momento de descontração durante a formação.
Da mesma forma, a professora Cristina Pereira, 43, acredita que esse seja o fator que favoreceu muito a aprendizagem dos alunos. “Com certeza, as crianças no final de cada atividade, ou etapa do projeto, já demonstram um avanço, seja na leitura ou através da escrita, por se tratar de atividades prazerosas, acredito que a aceitação é bem mais fácil”, avalia. 
O programa visa, também, o aperfeiçoamento dos professores, que participam de uma formação continuada. “Os encontros acontecem uma vez por mês entre os professores e a coordenação local. Eles recebem uma bolsa de duzentos reais para participar da formação, que é paga conforme a frequência no curso”, informa a coordenadora Maria Lúcia.
Para a professora Cristiane Freitas, 40, o curso auxilia o alfabetizador no método de ensino e na vida profissional. “O PNAIC contribuiu para promover a reflexão e auto-avaliação do professor. Através do aperfeiçoamento, assimilamos novas práticas de ensino, trazendo ideias inovadoras que abrem novos caminhos para aprendizagem”, afirma
Em relação ao pacto, a coordenadora Maria Lucia destaca a importância dele para os alunos e os professores envolvidos. “Ele veio ajudar o educador a dinamizar sua aula, a ter um olhar diferenciado para todas as crianças, com dificuldades ou não, tendo a certeza de que todas aprendem”, conclui.

Educação e cidadania

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ações de responsabilidade social

movimentam escolas públicas de Tatuí

Alunos dão exemplo de cidadania em passeata e arrecadação de alimentos

Carlos Borges

          Os alunos de escolas públicas da cidade de Tatuí estão cada vez mais envolvidos em ações de responsabilidade social no município.
A mobilização, sempre presente, começou a ficar mais evidente na campanha de arrecadação de água para cidade de Itu, que passava por uma grave crise hídrica, no final do ano passado.
Esse ano dois atos estão movimentando o alunado de ensino fundamental da cidade.
Exposição de cartazes produzidos pelos alunos
O primeiro foi uma campanha de combate à dengue, que começou com palestras realizadas nas escolas, culminando em uma passeata realizada pelos alunos.
Esse tema, segundo a professora Cíntia Loretti, é trabalhado em sala de aula de uma forma constante. “Eles aprendem como evitar a proliferação do mosquito, quais são os sintomas e a forma de contágio”.
Cíntia também afirma que embora seja algo que é relacionado a ciência, a dengue pode ser envolvida em outras áreas. “É uma matéria interdisciplinar, pois posso trabalhar com os alunos em língua portuguesa, geografia etc”. 
Segundo a professora, o assunto que já faz parte da rotina das aulas foi aperfeiçoado com as palestras organizadas pela secretaria da Saúde e terminou com uma passeata realizada no último dia 24 de março. “Foi a finalização de tudo isso. 
Palestra aos alunos realizado por Rosana da secretária da Saúde
Os alunos puderam passar para as pessoas tudo o que aprenderam sobre a dengue, e o quanto ela é ruim”, completa Cíntia.
Os alunos ficaram empolgados com a proposta da passeata. É o caso de Vitor Vieira, aluno de quinto ano do ensino fundamental. “É muito criativo”, salienta. Toda essa conscientização pode ser notada dentro de sua própria casa. “Eu peço para meus pais e avós tomarem cuidado com pneus, garrafas viradas para cima e a caixa d’água aberta. E eles que já sabiam dos perigos estão colaborando mais ainda”, ressalta.
Os pais também aprovam a iniciativa. “Eles passam a cobrar mais sobre as atitudes que devem ser tomadas a respeito da dengue. E isso vindo de uma criança é muito lindo”, completa Edilene Vieira, mãe de Vitor.
A "Passeata contra a Dengue" finaliza o projeto.
O projeto realizado nas escolas teve saldo positivo, afirma Rosana Lopes do grupo de combate a dengue na cidade. Para ela, as crianças possuem uma preocupação muito grande em relação a dengue e transmitem aos adultos. “A escola é um ambiente multiplicador. As crianças transmitem as pessoas tudo, com responsabilidade e consciência”, conclui Rosana, que trabalha diretamente nas escolas ministrando palestras.
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Santa Casa de Misericórdia

A segunda ação que envolve os alunos da rede pública de ensino é uma arrecadação de alimentos para a Santa Casa de Misericórdia de Tatuí. A Entidade passa por uma crise financeira que está mobilizando a cidade.
Dessa maneira, mais uma vez a crianças estão dando exemplo de cidadania. Sensibilizados com a atual situação da Santa Casa, cada escola se comprometeu a arrecadar alimentos para doar à instituição. A campanha que está em andamento tem obtido resultado positivo.
A arrecadação vai até 10 de abril, e além dos alunos, qualquer pessoa pode fazer sua doação: basta entregá-la em uma escola municipal.
Ao final da campanha os alimentos recolhidos vão ser entregues pelos próprios alunos à Santa Casa.
 Escola Eugenio Santos responsável pela arrecadação de bolachas.

Informações dos endereços das escolas podem ser obtidos na secretaria da Educação do município, localizada na Praça da Bandeira, 65, no Centro, ou pelo telefone (15) 3251-5848.

Tecnologia na escola

quinta-feira, 12 de março de 2015

A tecnologia, cada vez mais comum nas
 Escolas Públicas, auxilia na aprendizagem
Os professores precisam dominar as diversas ferramentas tecnológicas existentes para dar aula

Carlos Borges


Professora Elaine na sala de informática. Ensino com computador é algo comum.
A tecnologia aplicada em sala de aula ajuda na evolução intelectual e social dos alunos, pois ela permite a busca por assuntos diversos, de forma simples e eficaz, afirma a coordenadora pedagógica Andréia Veiga. “Da soma dela com o conteúdo, nascem oportunidades de ensino e consequentemente avanço na aprendizagem”, ressalta.
        Andréia trabalha em uma escola municipal em Tatuí, cidade localizada a cerca de 50 quilômetros de Sorocaba. O uso de ferramentas tecnológicas no ensino fundamental é algo comum dentro das salas de aulas do município.
Professores e alunos já estão habituados com a tecnologia da informação no auxilio a educação, implantado nas escolas municipais há mais de seis anos. Um exemplo disso são as lousas digitais. Elas são umas espécies de monitores de computador com o tamanho aproximado de 60 polegadas, e que permitem a interação, através do toque.
Os conteúdos das aulas são preparados pelos professores em notebooks pessoais ou em computadores da própria escola e depois reproduzidas aos alunos, através das lousas digitais.
Os docentes também dispõem de tablets fornecidos pela Prefeitura para auxiliar no planejamento das aulas.
“É mais um ponto positivo para a educação, onde as aulas ficam mais atrativas e motivadoras para os alunos”, afirma a professora Elaine Cristina de Almeida, que além de dar aulas no ensino fundamental, também é professora de informática educacional na escola municipal Eugenio Santos. Para ela, a tecnologia ajuda os alunos a aprenderem de maneira lúdica, diferente da tradicional, através de imagens, sons, brincadeiras, jogos etc. “É mais divertido e com certeza, o alunos têm melhor aprendizado”, afirma.

MAIS: TECNOLOGIA E ALFABETIZAÇÃO

    Segundo Elaine toda essa tecnologia tornou até o planejamento das aulas mais fácil e ágil. “Fica tudo guardado em uma pasta no computador. As aulas ficam bem enriquecidas e possibilita a troca de experiências entre os educadores”, completa.
     Com toda essa modernidade a educadora tem uma certa preocupação com o efeito contrário de tudo isso, como erros de ortografia as abreviações, e ressalta a importância do educador nesse momento. “O mediador tem uma importante tarefa, pois o acesso ficou tão fácil, que muitos alunos não se preocupam em pesquisar o conteúdo, então cabe ao professor incentivá-los a conhecer o assunto abordado, promovendo debates e prezando pela forma certa de escrever”, conclui Elaine.
    Os alunos também aprovam o ensino de forma informatizada. Eles acham que isso os ajuda até mesmo nas avaliações: “As aulas de informática são muito boas. Muitas vezes aprendemos brincando, nas últimas aulas fizemos atividades do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, aplicado a alunos de 3º e 5º Anos do ensino fundamental) e isso nos ajuda a estudar”, assegura Gustavo Camargo, nove anos, aluno do 3º terceiro ano do ensino fundamental.
   Para a coordenadora Andréia, professora há mais de 20 anos, houve um grande avanço no ensino fundamental com o emprego de ferramentas tecnológicas, mas alerta para as facilidades que elas oferecem. “Assim como os pais em casa, os professores também precisam ficar atentos. Elas aumentam a motivação e o interesse dos alunos, porém, o uso requer uma atenção maior, pois há tendência do aluno se dispersar por conta da diversidade de assuntos, mas com certeza há mais prós que contras”, conclui.